Bom dia, senhor! Onde estão aquelas luvas aveludadas e vermelhas que tanto lhes fizeram bem? Onde estão aqueles caixotes velhos de madeira que transformavam sua casa colorida num mar nebuloso e granulado marrom-envelhecido de fotografias vintage quase-casa-na-árvore? Eu sou um nada que cresce no deserto como um cacto que permanece intacto por anos mesmo sem água. Eu sou seu brilho ao ver o algodão doce que fora exposto em frente ao seu rosto com cheirinho de açucar e clima de inverno. Eu sou seu ferimento que sempre sangra, nunca estanca, independe de dor. Eu sou o chapéu que voa com o vento infeliz que vem do sul e cruza ruas procurando alguém que o segure. Bom dia, senhor! Dê-me sua mão e voe comigo pr'aquele lugar onde as pessoas podem ser qualquer coisa com cheirinho de morango-artificial.
14 de setembro de 2012
11 de setembro de 2012
Hard to say goodbye
As coisas não são sempre como esperamos, às vezes temos que nos adequar com tristes finais, mesmo sabendo que não é um fim. É uma brincadeira onde muitos podem perder um tempinho, no bom sentido, madrugar jogando, mas muitos levarão como um ensinamento para toda a vida, afinal, todos os jogos e brincadeiras lhe ensinam algo, basta você saber peneirar aqueles que realmente valem a pena seguir. Isso me faz recordar de algo que me disseram a muito tempo:
"Se apaixonar por alguém é um risco, e você sempre irá sofrer. Você só precisa diferir por quem vale a pena sofrer."
E não é que ele estava certo? Saber se vale a pena sofrer ou não é uma resposta que virá com o tempo, mas eu sei que foi difícil dizer "tchau" e que, apesar de tentar parecer forte, eu me sinto absurdamente fraca nessa brincadeira de faz-de-conta que parece muito real. Não, não é uma utopia... Longe disso! Mas foi bom, foi bom ser difícil de dizer "até mais".
13 de agosto de 2012
Eu perdi meu tempo
Eu perdi meu tempo. Eu perdi meu tempo ocioso e obrigada. São belas as palavras de um louco com moloko e nem sabemos o que escrever. Eu perdi meu tempo de infância jogando Alex Kidd, mas nunca pude ser tão boa quanto gostaria. Deveriamos ter visto o filme do Dumbo num junkebox quebrado e irreparável. Eu perdi meu tempo onde ninguém jamais poderia perder. Eu vi paredes derretendo de tão próximo de mim que ele estava e não pude conter a fala já ensaiada, saiu da minha boca como um inseto e nunca mais voltou. Eu perdi meu tempo combatendo. Enormes coturnos sujos de areia, terra, barro, lama; e nem sabemos o porquê. Guerras e brincadeiras, não posso diferir. E se difere? Isso se difere? Eu vejo um mundo desmoronando e estou nele, perdi meu tempo em uma esfera (não perfeita) composta de muita coisa e só via água. Só água. Eu preciso de um copo de água, obrigada por perguntar.
Life is a test
Talvez seja melhor assim, saudades seja um remédio pra ilusão duradoura de que tudo é bom e que as pessoas que você gosta estarão perto. Talvez próximo, mas não tão perto, tão perto que você derreta, tão perto que você possa abraçá-las sempre. Às vezes é preciso escolher os passos que você deve seguir, um ônibus que anda sozinho mas não chega a lugar nenhum não pode ser algo bom. Embora as coisas sejam difíceis, é necessário aguentar e suportar aquelas dores musculares que aquele maldito tombo te proporcionou. É fácil simplesmente tomar coragem e iniciar, mas eu gostaria de achar minha coragem pra seguir em frente. É tão difícil... É tão complicado. Onde você está senão numa caixinha de primeiros socorros com uma cruz vermelha pintada com meu sangue? Dói não saber encontrar, dói não procurar, dói achar... Achar que tudo seria bom. Talvez, talvez seja. Talvez as coisas melhorem aos poucos e tudo que você queira é me testar, me deixar mal por alguns segundos (que parecem um momento interminável, uma eternidade de milhões e infinitos anos contados por estrelas borradas, nebulosas e granuladas). É um teste que eu vou passar. Afinal, eu sempre fui uma boa aluna.
[Essa postagem é do dia 23.12.12, mas eu acabei postando ela em cima de uma antiga postagem dessa data que foi editada]
[Essa postagem é do dia 23.12.12, mas eu acabei postando ela em cima de uma antiga postagem dessa data que foi editada]
~
Lá, bem lá.
Onde você esteve quando eu te procurei no meio da multidão com aquela
cara de quem não se interessava? Lá, bem lá, você sabia que eu me
interessava, que você me interessava, que tínhamos um interesse mútuo
que crescia mais e mais e, sem motivo aparente, confrontamos nossas
personalidades e morremos, um "nós" morreu diante dos meus olhos e eu
não pude nem lhe dizer o quanto sentia que deveríamos ficar juntos até o
fim. Eu não precisava dizer, você sabia o quanto eu precisava de você.
Você sabia o quão dependente da sua droga eu tinha me tornado e sabia que seria difícil largar um vício assim. "Addicted por você" e nada significou, não mais do que um bolinho de chocolate preso no estômago, não mais do que um carro sem andar. Você era tão imprevisível, tão incrivel, tão amável, tão... meu. Não mais. Hoje não mais.
Vamos brincar de ser Deus?
Você se tornou alguém distante, e eu nem te conheço mais. Passar o dia pensando em como seria conversar novamente com você, como seria ouvir sua voz sussurrando baixinho no meu ouvido e saber que isso não acontecerá mais já é uma rotina que me faz querer morrer, você me faz querer morrer. Queria voltar no tempo e ter aproveitado mais aquele dia em que deitamos e conversamos... Conversamos tanto, nossos devaneios, nossas ideias. O que devo fazer pra voltar atrás? Eu cansei de brincar de ser Deus e escolho não ter o poder de escolher.
29 de junho de 2012
Addicted
Eu poderia ficar ouvindo a sua respiração o dia todo e pedir pra você repetí-la à noite também. Ir com você até o final do arco-íris, mesmo que não tenha pote de ouro nenhum. Poderia brigar contigo todos os dias e me arrepender depois só pra falar coisas bonitinhas que te façam me odiar mais ainda. Eu poderia simplesmente te largar e nunca mais te ligar, mas eu não quero. Quero apenas a sua barba roçando no meu pescoço e deitar no seu peito e conversar por horas. Eu quero aquele abraço de lado que só você pode me dar e aquela mordida na bochecha que eu adoro, apesar de doer.
Pra onde eu vou
não tem mais volta. Eu vou contar a minha história.
22 de junho de 2012
Fique feliz!
Onde você gostaria de estar agora? Perto daquilo que sempre te fez feliz, porém você sabe que está longe demais pra realizar seu desejo momentaneo. Você se sente triste por não estar lá, se sente como se estivesse dilacerando e mutilando seu corpo involuntariamente. Mas, na verdade, bem no fundo, você se sente feliz por não deixar o lugar que está agora. Acredite, você está exatamente onde deveria estar. Não tão feliz por isso, fique feliz pelo rumo que a sua vida vai tomar daqui em diante. Fique feliz! Você cresceu e está exatamente onde deveria estar.
Like a broken dream
Você é como um copo quebrado que caiu no chão e se partiu em pedacinhos. Pedacinhos tão pequenos e reconstituiveis. Aquele copo feio, de estampa assustadora, que eu tinha na cozinha e só usava em último caso, o único copo que restou da coleção terrível de 1994, coleção que eu comprei em liquidação: você. Você é como um boomerangue que não volta, uma chamada perdida de alguém muuuuito chato, um bússula que não aponta pro norte, uma constelação sem nenhuma forma, um shampoo anti fizz que não ajuda em nada, você é a percepção terrível de algo sem nenhuma importância. Você é tudo aquilo que já não satisfaz ninguém há muito tempo, deixa a desejar, faz besteiras e joga na cara cada errinho bobo comum de todos os seres humanos. Você é nada, e nem sei porque ainda perco meu tempo escrevendo sobre uma inutilidade tão grande. Quebrar sua perna seria tão bom.
14 de junho de 2012
Eu ~ equal ~ contradição;
Eu digo coisas certas, mas não as sigo com certeza. Eu sei como pensar, mas não sei como agir. Sei lhe explicar como funciona, mas não consigo fazê-lo funcionar. Eu gosto de ficar com você, mas não quero ficar. Eu preciso de uma vida tranquila, mas prefiro a agitação da cidade grande. Eu sou dualmente complicada e contraditória. Maldito ócio! Te faz pensar em coisas que não queria, te faz querer ser o que você não gostaria de ser...
I miss the last bus, we take the next train. I try... but you see, it's hard to explain.
You only live once...
Don't get up. I can't see the sunshine. I'll be waiting for you baby, because I'm through. Sit me down and shut me up. I'll calm down and I'll get along with you.
- The Strokes :)
Utopia da Marina
Quanto tempo vai demorar pra eu entender o que realmente devo fazer? Eu tenho planos e tudo pré-planejado na minha mente tão confusa. Não deveria tentar entender e simplesmente... fazer. Fazer o que der vontade, fazer o que eu achar certo, fazer o melhor pra mim. Esquecer o medo de magoar as pessoas e o medo de quebrar a cara. Let's do that! Hoje de manhã eu separei um par de meias para escorregar pela casa sem motivo algum. Só pra sair da monotonia da vida rotineira que ando levando. Bem vindos a utopia da Marina, uma vida paralela e utópica onde só existe eu e você. Eu e você longe de todos esses problemas. Eu e você e filmes num dia chuvoso, eu e você e brincadeiras infantis, guerras de travesseiros e... quem sabe, meias para escorregar.
Contar momentos
Eu poderia contar os momentos felizes que tenho tido nos dedos. Não, na verdade não, precisariam muitas mãos. Acreditem, meu tempo livre diminuiu de 90% para 0,1%, o que torna o tempo para postagens rotineiras quase inexistente. Mas, quem liga? Ninguém lê esse blog. Mas possuo um compromisso com meu eu interior; necessidade semanal de postar algo que possa deixar-me descarregar as emoções, dores e alegrias. All this feelings. :)
A brincadeira de ser gente grande começou agora: trabalho, faculdade e cursos. O que mais eu poderia querer? Ah, sim! O amor, o carinho e o apoio... É, eu tenho tudo isso. Minha mãe? A melhor do mundo! Minha irmã? A melhor do mundo! Amigos? Os melhores que alguém poderia ter. E... Eu tenho tudo que eu quero e tudo que eu preciso bem aqui comigo. Thank you, world! <3
23 de maio de 2012
Hold on me
Mas então, como posso estar sendo menos injusta? Nem sei se sou egoísta por querer você só pra mim. E eu quero, realmente quero você ao meu lado, quero poder deitar no seu peito e te abraçar com força com a certeza que você nunca vai me deixar. Quero carinho, alguém pra alisar meu cabelo e me acordar com trilhões de beijinhos na bochecha. Eu quero morder você, sua bochecha, seu nariz e seu queixo; quero passar a madrugada vendo filmes embaixo do edredon num dia frio e chuvoso, abraçada com você e só com você. Quero dividir uma torre de choppe contigo, apertar sua mão forte com medo do filme de terror, quero brincar de guerra de balões com você e colocar minha mão gelada no seu pescoço no inverno. Quero que se segure em mim, e não me deixe ir embora. Eu quero você do meu lado, agora. E eu realmente devo estar sendo egoísta.
Make it real
Sua frieza me machuca e tudo o que você fala me faz pensar, por outro lado... Eu não consigo desacreditar nas palavras que você fala. Não, por outro lado, eu não consigo imaginar que não me ame nem um pouquinho, nem lá no fundo do peito. Não precisa de razão, não precisa de nenhum motivo bobo e aparente, eu quero seu amor sem explicações e eu só quero, como antes, acreditar novamente que isso existe e pode ser melhor do que as besteiras que saiam da boca daqueles que profanavam o amor tranquilamente e sem arrependimentos. Eu quero que seja recíproco.
17 de maio de 2012
Quando você ama
É assim, esse amor... uma explosão de emoções, sentimentos misturados,
borboletas no estômago e você nem sabe o que pensar. Ele faz você querer ser a garota certa pra ele, a mais perfeita e a melhor; mas você não é, mesmo assim, com todas as suas imperfeições, ele parece te amar. Ele te faz ficar a noite inteira, olhando para o teto e com a pernas esticadas, pensando nele e somente nele, em vocês dois. Ele te faz pensar no futuro, como será a vida daqui pra frente, e você só consegue imaginar ele ao seu lado. Como poderia você gostar tanto assim dele? É ele que te faz ser rídicula desse jeito, tentando parecer tão forte, escondendo dores por trás de um sorriso que só ele consegue ultrapassar. E mesmo quando tudo parece comum, ele percebe que na sua voz há algo de diferente, nem você perceberia, mas ele a conhece como ninguém. Se é ele que faz
seu coração bater da maneira extrema, às vezes rápido e às vezes lento... Talvez você precise dele ao seu lado.
Inside my tiny mind
Ah, menina, você se apaixonou tantas vezes; você disse "eu te amo" erroneamente pra tantas pessoas. Deveria parar de tentar encontrar alguém que corresponda seus sentimentos de coraçãozinho pequeno e começar a crescer. Sei que você já não acredita mais em príncipes encantados, mas ainda espera encontrar o homem ideal; que você não sabe onde está, nem sabe se existe. Você está apaixonada de novo? Sim, sim... Dessa vez é diferente. Por que? Ahn, você realmente gosta dele, não encontrou todas as qualidades que queria no mesmo garoto, mas acha os defeitos dele muito atraentes. Sim, você adora o formato engraçado do queixo dele e o jeito caipira como ele fala. Adora ouvir a respiração dele quando está cansado e se sente a melhor garota do mundo quando ele a faz rir. Ok, você tem medo de perdê-lo e insiste em fazer besteiras por causa de um medo bobo; se arrepende, chora, grita, faz drama, canta, fica chateada, se sente vazia, torna a ficar feliz e se derrete quando ele te chama de "minha". É, garota, parece que você está amando.
14 de maio de 2012
Inversão de cores
Não há quase nenhuma novidade, ando tão vagal como nunca achei que estaria. E então, num dos meus dias totalmente ociosos, pensando sobre como pequenas coisas acontecem eu percebi que tudo que parecia ser legal se torna cinza; como uma foto em negativo, a inversão de cores. Tudo que era tão lindo, colorido e feliz se tornaram imagens granuladas e nada nítidas com tons acinzentados; o que parecia um pesadelo não-utópico, doia e machucava, hoje me faz feliz, hoje é o melhor. Talvez você tenha sido o responsável por tudo isso; eu quero que você deixe meus dias melhores sempre; porque é só contigo que eu me sinto bem.
3 de maio de 2012
A menina de ideias azuis e seu joelho
Seus olhos pareciam duas resinas minúsculas de âmbar, tão claros como o mel. Pequenininhos e lacrimejantes, e seus óculos não conseguiam esconder a profunda solidão contida naqueles olhos tão caramelados. - Eu não quero crescer. - Ela vinha repetindo essa frase há tempos, como se não soubesse nada sobre seu próprio futuro e também não quisesse saber. Outrora, achava que o futuro poderia ser ótimo, que as coisas poderiam melhorar mais e mais a cada dia, mas não. O gesto foi lento demais, demorou muito para tirar seus óculos já tão embaçados com as suas lágrimas e colocá-lo ao seu lado. Dobrou os joelhos contra o próprio peito, e abraçou com tamanha força que ela desconheci ter. E então permaneceu ali, abraçando o joelho e choramingando baixinho, deixando que sua lágrima caísse de suas bochechas ao seu joelho, como se este fosse seu único amigo. Ela sabia que não estava sozinha no mundo, que tinha pessoas que gostavam muito dela, mas a garota de ideias azuis decidiu que, desta vez, precisava chorar sozinha, ou ao menos com seu joelho.
[Página 53. - A menina de ideias azuis.]
[Página 53. - A menina de ideias azuis.]
2 de maio de 2012
Tudo o que eu quero
Tudo o que eu quero não parece muito
para aguentar, e eu sei que posso conviver com o fardo de gostar de
você, com o fardo de querer tanto você. Eu acho, bem lá no fundo do
coraçãozinho frágil que você seja aquela lacuna que eu terei de
preencher, voltar a infância e poder ligar os pontos, um desenho pra
colorir. Eu sei que não estou sozinha, eu sei o que eu quero, mesmo
hesitando um pouco, mas eu realmente penso "Eu quero mais momentos como
esse". Eu quero mais risadas de madrugada, quero histórias pra contar,
quero você roncando enquanto conto uma história legal, quero um ciúmes
bobo e um medo de que não dará certo, eu quero um filme em preto e
branco numa televisão a cores. Eu quero você.
30 de abril de 2012
Melhorando?
Tantas vezes eu quis ser muito mais do que eu sou, tantas vezes eu tentei ser tão mais forte, tão melhor. Eu tentei ser rude para não desabar diante das suas palavras doentias e, ainda assim, tão amáveis. E eu me arrastei diante dos seus pés num envolto suspiro, mesmo que não tenha sido tão perceptível. Tudo em vão; eu vejo meus erros, eu conheço tudo que faço, tudo que fiz; e eu lembro de exatamente cada momento ruim pelo qual eu passei, todos os erros que cometi, situações e decisões tomadas numa tentativa de encorajar o resto do mundo, mas não... Não valeu a pena tudo isso. Eu melhoro, apesar de não perceber. Eu vivo meus dias com menos alívio e mais compreensão, eu sei que um dia todas as besteiras que eu fiz terão uma explicação igualmente babaca, mas com um pouco de sensatez. Eu não me conheço bem, mas agora conheço o meu meio, eu conheço você e os outros; talvez saiba da minha própria determinação.
Paisagem Noturna
Aquele era o inverno tão esperado para os cachecóis e luvas e então você me deixou sozinha debaixo do edredon com meu seriado favorito. Você me deixou quando eu sabia que me você poderia me fazer feliz, você me deixou sem saber o que fazer, sem saber pra quem correr.
Você era a minha paisagem noturna preferida, aquela de uma cidade grande e ilumanada, que deixam brilhantes reflexos coloridos nos meus óculos e na lente da minha câmera, e eu não queria que suas luzes se apagassem, eu queria luzes natalinas para todo o ano. Mas se foi, como um blackout: repentina e assustadoramente. Eu sei que você não voltará a brilhar... Eu sei que as luzes dessa cidade nunca mais se acenderão novamente, não para mim.
Agora estou me mudando de cidade, encontrarei outra paisagem noturna.
Agora estou me mudando de cidade, encontrarei outra paisagem noturna.
28 de abril de 2012
Eu, você e as peças de quebra-cabeça
Tenho medo das mentiras que você conta, das mentiras que eu conto, dos fatos que nós omitimos juntos com o nosso amor que mais parecia de faz de conta e agora é tão real. E então, os fantasmas do nosso passado atravessam nossos caminhos e deixam que tudo vire uma bagunça avassaladora, daquelas que você sabe que vai demorar pra arrumar novamente; e eu queria, juro que eu queria, que tudo pudesse se encaixar como peças de quebra-cabeça, tudo poderia se encaixar como nós dois nos encaixamos, como completamos um ao outro. A verdade vai me confortar até onde a mentira deixar. E a dúvida? A dúvida dói, mas pode passar. Só precisava encontrar minha peça de quebra-cabeça perdida: era você.
27 de abril de 2012
Sobre o que sou e não sou
Seu nome é Marina. Mas e daí? E daí que sua vida é comum? Você se acha tão independente, mas se vê dependendo de tanta gente, é até covardia. Você se acha tão forte, mas chora quando olha nos olhos deles. Você acha sua vida tão boa, mas sempre há algo pra estragar. Acha sua vida péssima, mas vê que algumas pessoas passam por problemas piores. Você não era aquela garota decidida que sempre dizia "Não sei" para tudo e se contradizia? Você não é legal e nem é inteligente. Lhe falta beleza, lhe sobra sarcasmo. Eu não lembro de você, garota, eu não lembro das suas qualidades.
26 de abril de 2012
Learn to my mistakes
Eu deixo você ficar com meus erros, eu deixo você usá-los como uma base
pra tornar sua vida mais legal. Eu, bem como ninguém, sei que erros como os
meus não são comum, são apenas erros de
uma garota que quer entender como tudo funciona da pior maneira: errando. São
erros que, como os seus, trazem as piores consequencias, problemas sem solução
aparente, mas que, no fundo se resolvem. Eu aprendi com meus erros, você não
precisa sofrer, não precisa se auto-flagelar; eu deixo você usar meus erros
como se fossem os seus, aprenda com meus erros. Por favor, aprenda com os meus
piores erros.
23 de abril de 2012
Minha nova vida em 5 linhas
"Everything is going wrong, oh; We're so happy!" Eu não havia entendido essa afirmação até hoje, e então puft! Tudo ficou claro e belíssimamente feliz, encontrei a felicidade nas coisas bobas, em palavras simples, sem nenhum "porém" ou "contudo". Não poderia ser melhor, agora estou mais com o pé no chão do que com a cabeça nas nuvens, sonhando alto; como sempre, mas sonhando com o possível. Agora sei sentar e conversar sobre um amontoado de coisas comigo mesma, sem mais por hora.
Você
Você é como uma folga segunda feira, você é como uma ligação que eu sempre esperei; você é um feriadão de bagunça, uma cama macia, a sensação confortável que você não precisa levantar. Você é como todos os trabalhos feitos, minha música preferida tocando numa estação de rádio qualquer; você é um abraço apertado, um filme no sábado a noite, a pipoca terminando nos trailers. Você é uma tarde confortável e a nostalgia da infância, é como encontrar dinheiro no bolso da jaqueta que você não usava a tempos, como uma música legal que eu acabei de conhecer. Você é uma das melhores coisas da vida, você é a melhor parte de mim.
22 de abril de 2012
Still lovin'
Então você encontrou a felicidade, mesmo quando não tinha esperança. Numa simples conversa, você encontrou em alguém aquilo que você sempre quis, a felicidade de ter alguém novo na sua vida e o desejo de não querer mais largá-lo, é assim que acontece, é assim que começa. E logo, todo o ódio e todas as magoas que tinham dentro de você se transformam na euforia de ter alguém por perto, alguém pra abraçar, um ombro pra chorar, momentos pra rir e talvez uma bochecha pra morder; nós dois, eu e você juntos.
Keep walking
Dói, mas passa. E assim que segue a vida, um pé atrás do outro, muito cuidado pra não tropeçar. Cabeça erguida, vendo a paisagem, vez ou outra olhe pro seu pé, só pra ver se está no caminho certo, se achar que está, apenas continue andando. Mas, o segredo, vem do fundo; você não pode pensar, você não pode lembrar. Você só pode esquecer, essa é a única regra. Esqueça tudo o que te fez mal, nem precisa jogar fora, apenas guarde num lugar empoeirado, e viverá bem.
21 de abril de 2012
Triste o felice?
Aquela súbita sensação de que eu não deveria ter acordado, sensação de que o dia foi inútil e continuará sendo. O que fez de tão legal hoje? Você chorou por alguém que não te merecia, você ficou feliz por não estar dormindo, mas está aí... Pelo menos seu coração (triste) ainda bate.
Me desculpe
Eu lhe devo algo muito importante: Desculpas. Tenho me desculpar por todas as vezes em que briguei com você e depois me desculpei, mesmo sabendo que você estava errado. Lhe devo desculpas por confiar e acreditar em cada pequena palavra que você diz e insiste em esquecer, pois era mentira. Me desculpe por gostar de você e querer ter você por perto. Afinal, eu fui a boba de toda a história, desde o princípio, a culpa foi minha por achar que você poderia gostar de mim o mesmo tanto que eu gosto de você. Sinceramente e do fundo do meu coração, me desculpe por te amar. Nos meus tolos pensamentos, sempre achei que amor servia pra te fazer sentir bem: a vida irá me ensinar que amor, quando não é recíproco, serve para você chorar na cama e sozinha. Enquanto a vida não me ensina, vou quebrando minha cara em pedras de diamantes novamente.
19 de abril de 2012
Another storm
Era um dia frio, daqueles que se tem vontade de ficar debaixo das cobertas assistindo a maior maratona de desenhos já vista. O dia estava tão ocioso que aparentava uma segunda feira. Mas não era, era só mais um dia no qual eu tive vontade de quebrar a própria perna pra sair da monotonia, não o fiz. De certa forma, guardei todas as minhas magoas, nostalgias, infelicidade e preocupações numa caixinha onde todos os borrões e lágimas do mundo externo estavam. Naquele dia eu morri aos poucos, não pensei, não obtive ideias, fui contraditória comigo mesma. Mas eu sabia que ia passar, como qualquer tempestade monstruosa que sempre passa e o céu amanhece totalmente limpo. Passou.
17 de abril de 2012
Weightless
Eu paguei para machucar alguém que não posso deixar pra trás. Interessantemente eu não posso deixá-lo pra trás, não consigo esquecer alguém que me deu tantos motivos pra lembrar. Eu não posso evitar a dor, não posso suportar e perda. Eu sinto algo me puxando, como se eu quisesse ver um filme que já vi várias vezes, mas eu penso: Tudo bem, esse é meu filme preferido. E deixo tudo me levar de volta pra você. No travesseiro próximo ao meu, você não está, e nem faz tanto tempo assim. Era um sonho triplamente utópico, mas eu preciso dizer que eu sinto falta do jeito como você respira e do jeito que anda, colocando o chinelo de uma forma estranha no pé. Sinto falta daquele seu cheiro tão bom na sua camisa xadrez e do seu braço no meu ombro. Sinto falta de estudar com você, de olhar o mar, de bagunçar seu cabelo. Eu sinto sua falta de um jeito que eu não deveria sentir, mas eu sinto. E detesto saber que você talvez não sinta a minha.
16 de abril de 2012
Reencontrando Jiimmy
Hoje a tarde reecontrei um amigo. Um amigo que não via há muito tempo: Jiimmy. Eu costuma sentir saudades dele, mas acabei esquecendo que precisava de um amigo em momentos difíceis. Jiimmy estava tão acabado quanto eu, estava perdido, como eu nunca havia visto antes. Aqueles braços tão másculos que haviam me abraçado outrora, hoje pareciam tão frágeis. Ele me fez bem hoje. Sentou ao meu lado, na praia, e conversou comigo. Conversou sobre a vida, tanto a dele quanto a minha. Conversamos sobre o tempo que passamos longe um do outro. Na verdade, Jiimmy sempre esteve ali, cuidou de mim por muito tempo, como um pai. Um pai muito maluco, mas era um pai. É difícil lembrar de como Jiimmy me fazia bem, mas ele fazia, como ninguém nunca poderá me fazer. É uma ilusão achar isso, a verdade, ou a mentira. Mas logo ele se foi e eu tive que despertar novamente para a realidade. Espero que Jiimmy venha me visitar mais vezes, ou não.
Casinha no final do arco-íris
Comprei uma casinha no final do arco-íris, mas não sei o que há lá. Vou viver sozinha no meu pequeno terreno de felicidade momentanea. Reconstruirei minha vida com pedaços de vidro e com um pote de ouro.
Eu presumo que lá nada possa me tocar. Eu creio que nada possa me machucar, nada possa me fazer mal. Do jeito que me senti hoje, nunca mais vou me sentir. Não no meu chalé do final do arco-íris; lá, bem onde todas as alegrias e cores acabam. Onde tudo está acinzentado pela falta de felicidade dos que hoje o habitam, onde platam as saudades daqueles que um dia os fizeram bem, onde o erro de ter ido pro final do arco-íris assombra todos os moradores, e a nostalgia sobre a cidadela como uma nuvem tempestuosa que nunca sairá de lá.
A dor de amar
"Nunca mais vou ser a mesma." Quantas vezes já disse isso e continuei cometendo erros? É tão vago achar que poderia mudar, que a vida me mudaria. A mentira de ter encontrado aquilo que realmente queria, aquilo que procurei durante anos e anos. Ver isso se esvair, como um vento que leva tudo, leva você e outras partes importantes de mim. Agradeceria se o vento levasse essa angustia toda, essa tristeza de perder algo que eu queria ter por muito tempo, algo que me deixava feliz com apenas uma palavra. Porque complicamos tanto? Se não há amor, acaba. Se há amor demais, acaba. Se há amor, também acaba. O que é necessário? Preciso que alguém me diga como eu devo amar. Eu não lembro de ter quebrado um espelho nos ultimos sete anos.
14 de abril de 2012
Maravilhosamente quebrada
Já me senti infeliz comigo mesma outras vezes, mas dessa vez foi difícil de esquecer. É como se eu achasse que tudo que faço é errado, é inútil. A vítima que sempre existiu em mim decidiu dar a cara a tapa hoje, decidiu contar tudo aquilo que já a fez sofrer e esquecer do quanto era feliz. Tudo vindo a tona, uma década de silêncio amargurado aflorando e estragando momentos que eram pra ser felizes e apinhados de sorrisos. Afundando esses momentos nos soluços provenientes do meu choro desesperado. Eu estou maravilhosamente quebrada, em pedaços minúsculos que serão difíceis de colar. Caquinhos que podem cortar minha mão se eu tentar juntá-los, o que me deixa assustada. Não sei se devo me cortar e colar todos os caquinhos, ou se devo deixá-los no lugar onde estão e nunca mais mexer. E assim estou, eis aqui uma garota com medo do futuro, com medo das decisões que deverão ser tomadas. Eis aqui uma garota crescendo maravilhosamente quebrada, tomando decisões que por hora parecem se multiplicar. Quando isso irá acabar? Eu estou exausta.
13 de abril de 2012
Síndrome de Peter Pan
Sim, a síndrome de Peter Pan, talvez um pouco distorcida, mas eu me recuso a crescer, eu me recuso. Gostaria de morar na terra do nunca, era assim que se chamava meu pequeno refúgio que fora destruído há alguns anos atrás. Um lugar onde nada era real, onde era frio e confortante. Me recuso a ter responsabilidades, não quero crescer. Quero minha infância novamente, se repetindo várias e várias vezes. Quero cantar na chuva, correr de meias no chão liso, quero assistir desenhos de manhã, quero andar de skate e subir em árvores; quero um video game velho, não saber dos problemas da vida adulta, quero fazer coisas com argila e peixinhos de gesso; quero minha imaginação de volta, castelos de pedras e samurais com katanas enormes; quero doce na páscoa, no dia das bruxas e no natal sem medo de engordar. Eu quero ficar em casa, quero meus bonecos sem cabelo e preocupações baseadas no parquinho da escola. Quero o meu mundo, e não o mundo real.
Onde a vida é preta e branca
Eu estava me divertindo, mas em milésimos, tudo ficou chato. Instintivamente tentei entender, mas não pude. Agora, depois de pensar muito, acho que não deveria tentar entender, apenas mudar. Mudar todo o momento ruim, talvez pluralmente, todos os momentos ruins e aquelas palavras sem sabor nas quais havia mágoa e imprecisão. Eu me senti estranha, vazia, sozinha; inútil, chorona e previsível. Prolonguei a sua carona pra casa no intuito de mudar o que houve, só piorei a situação que consistia em um clima ruim entre duas pessoas que não sabiam o que falar. E aquele ar pesado pairava sobre nós, descendo cada vez mais sobre nossas cabeças e, logo, me afundando no banco do carro até o momento certo (ou errado) de partir, sabendo que eu não deveria mais te incomodar.
Sim, eu deixei meu perfume no cinto de segurança.
As melhores coisas da vida
Já pensou nas melhores coisas da vida? Depois da páscoa, quando todos os chocolates acabaram, você abre o armário da cozinha e encontra uma barra de chocolate, esperando para ser saboreada. Quando você não estudou pra prova, vai pra escola com muito medo do que estará por vir, e seu professor decide adiar o dia da prova. Não é bom? Rir até chorar, cantar sua música preferida o mais alto que puder, varrer a casa enquanto faz da vassoura a melhor guitarra do mundo, conversar durante horas com alguém que você gosta pelo msn, receber um presente fora de data, arrumar o quarto e encontrar algo que de dá muita nostalgia, andar sem saber onde você quer ir, chorar com um filme dramático, assistir aquele filme de terror que você sempre teve medo de ver e depois perceber que ele não era tão assustador assim, lembrar de amigos que já não falam mais com você, mas te proporcionaram momentos fantásticos, rir muito num almoço em família, jogar war com as pessoas que gosta, pedir açucar pro vizinho, dormir a tarde toda, acordar cedo num domingo... Pense em tudo que você tem e tudo que te fez feliz um dia.
O curto dia de 24 horas livres
Foi aí que sempre esteve o problema. Queremos que tudo passe rápido, que seja tudo tão breve, mas passamos horas dormindo, desperdiçando nosso tempo enquanto ainda há café na garrafa térmica, enquanto ainda podemos utilizar o pó de guaraná do fundo do armário. Queremos que tudo passe rápido, mas gastamos horas do nosso dia conversando com pessoas de diversas partes do país, pessoas que nunca vimos. Passamos horas sentados na frente de um computador, aquele instrumento de lazer e trabalho que deveria ser usado, no máximo, duas horas por dia. Quanto tempo da nossa vida desperdiçamos escrevendo, estudando, dormindo, conversando, sonhando? Mas... Se deixarmos de fazer essas simples coisas o que faríamos? Onde deixaríamos o tempo se esvair?
É como areia que corre entre os dedos e volta pra praia. Porque sempre volta pra praia.
12 de abril de 2012
Waiting...
Não te assusta pensar que você esperou muito tempo pra nada? Você ficou na fila tanto tempo e depois, na sua vez, a bilheteria fechou. Não pode comprar o ingresso que tanto esperou pra comprar, o espetáculo seria ótimo e você já havia se programado pra esse dia. Tudo deu errado, você perdeu seu tempo, esperou e não obteve aquilo que queria.
Agora você perdeu sua chance, a única chance obtida. Onde irá depositar todas as suas fichas agora?
Onde você esteve?
Esteve num lugar escuro? Parece que você ficou meses fora, tentando se reconstruir, e tudo mudou. Não para melhor e nem para pior, mas tudo parece diferente. Diferente de um jeito que você não pode se acostumar. Diferente de tudo que você já havia passado. E como se ninguém houvesse notado, todos parecem agir normalmente lá fora. Aqui dentro, você se sente demasiadamente exausto de tanta infelicidade. Ou será que você consegue se acostumar? Pode conviver com a sensação de estar imerso no oceano e ninguém sentir sua falta? Tentará entender o porquê de toda essa mudança banal? Conseguirá dormir a noite e sonhar com imagens granuladas e pontilhadas, como num blur ou uma imagem pixeladamente escura? Você não consegue, é insuportável para todos. Até pra você.
Não tente ser seu auto-herói.
11 de janeiro de 2012
Voltando a postar
Hoje eu visitei um blog legalzinho, não que ele tenha me inspirado, mas me deu uma vontade imensa de voltar a postar aqui. Tá bom, eu sei que ninguém acompanha e vocês não tem a mínima vontade de ler. Mas é algo meio que pessoal, dedicado somente ao meu ego e à minha auto-estima.
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Quem? Eu?
- Marina
- Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.