13 de abril de 2012

Onde a vida é preta e branca

Eu estava me divertindo, mas em milésimos, tudo ficou chato. Instintivamente tentei entender, mas não pude. Agora, depois de pensar muito, acho que não deveria tentar entender, apenas mudar. Mudar todo o momento ruim, talvez pluralmente, todos os momentos ruins e aquelas palavras sem sabor nas quais havia mágoa e imprecisão. Eu me senti estranha, vazia, sozinha; inútil, chorona e previsível. Prolonguei a sua carona pra casa no intuito de mudar o que houve, só piorei a situação que consistia em um clima ruim entre duas pessoas que não sabiam o que falar. E aquele ar pesado pairava sobre nós, descendo cada vez mais sobre nossas cabeças e, logo, me afundando no banco do carro até o momento certo (ou errado) de partir, sabendo que eu não deveria mais te incomodar.  
                                                           Sim, eu deixei meu perfume no cinto de segurança.

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Quem? Eu?

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Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.