13 de abril de 2012

Síndrome de Peter Pan

Sim, a síndrome de Peter Pan, talvez um pouco distorcida, mas eu me recuso a crescer, eu me recuso. Gostaria de morar na terra do nunca, era assim que se chamava meu pequeno refúgio que fora destruído há alguns anos atrás. Um lugar onde nada era real, onde era frio e confortante. Me recuso a ter responsabilidades, não quero crescer. Quero minha infância novamente, se repetindo várias e várias vezes. Quero cantar na chuva, correr de meias no chão liso, quero assistir desenhos de manhã, quero andar de skate e subir em árvores; quero um video game velho, não saber dos problemas da vida adulta, quero fazer coisas com argila e peixinhos de gesso; quero minha imaginação de volta, castelos de pedras e samurais com katanas enormes; quero doce na páscoa, no dia das bruxas e no natal sem medo de engordar. Eu quero ficar em casa, quero meus bonecos sem cabelo e preocupações baseadas no parquinho da escola. Quero o meu mundo, e não o mundo real.

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Quem? Eu?

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Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.