Era um dia frio, daqueles que se tem vontade de ficar debaixo das cobertas assistindo a maior maratona de desenhos já vista. O dia estava tão ocioso que aparentava uma segunda feira. Mas não era, era só mais um dia no qual eu tive vontade de quebrar a própria perna pra sair da monotonia, não o fiz. De certa forma, guardei todas as minhas magoas, nostalgias, infelicidade e preocupações numa caixinha onde todos os borrões e lágimas do mundo externo estavam. Naquele dia eu morri aos poucos, não pensei, não obtive ideias, fui contraditória comigo mesma. Mas eu sabia que ia passar, como qualquer tempestade monstruosa que sempre passa e o céu amanhece totalmente limpo. Passou.
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