Comprei uma casinha no final do arco-íris, mas não sei o que há lá. Vou viver sozinha no meu pequeno terreno de felicidade momentanea. Reconstruirei minha vida com pedaços de vidro e com um pote de ouro.
Eu presumo que lá nada possa me tocar. Eu creio que nada possa me machucar, nada possa me fazer mal. Do jeito que me senti hoje, nunca mais vou me sentir. Não no meu chalé do final do arco-íris; lá, bem onde todas as alegrias e cores acabam. Onde tudo está acinzentado pela falta de felicidade dos que hoje o habitam, onde platam as saudades daqueles que um dia os fizeram bem, onde o erro de ter ido pro final do arco-íris assombra todos os moradores, e a nostalgia sobre a cidadela como uma nuvem tempestuosa que nunca sairá de lá.
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