Já me senti infeliz comigo mesma outras vezes, mas dessa vez foi difícil de esquecer. É como se eu achasse que tudo que faço é errado, é inútil. A vítima que sempre existiu em mim decidiu dar a cara a tapa hoje, decidiu contar tudo aquilo que já a fez sofrer e esquecer do quanto era feliz. Tudo vindo a tona, uma década de silêncio amargurado aflorando e estragando momentos que eram pra ser felizes e apinhados de sorrisos. Afundando esses momentos nos soluços provenientes do meu choro desesperado. Eu estou maravilhosamente quebrada, em pedaços minúsculos que serão difíceis de colar. Caquinhos que podem cortar minha mão se eu tentar juntá-los, o que me deixa assustada. Não sei se devo me cortar e colar todos os caquinhos, ou se devo deixá-los no lugar onde estão e nunca mais mexer. E assim estou, eis aqui uma garota com medo do futuro, com medo das decisões que deverão ser tomadas. Eis aqui uma garota crescendo maravilhosamente quebrada, tomando decisões que por hora parecem se multiplicar. Quando isso irá acabar? Eu estou exausta.
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