13 de agosto de 2012
Eu perdi meu tempo
Eu perdi meu tempo. Eu perdi meu tempo ocioso e obrigada. São belas as palavras de um louco com moloko e nem sabemos o que escrever. Eu perdi meu tempo de infância jogando Alex Kidd, mas nunca pude ser tão boa quanto gostaria. Deveriamos ter visto o filme do Dumbo num junkebox quebrado e irreparável. Eu perdi meu tempo onde ninguém jamais poderia perder. Eu vi paredes derretendo de tão próximo de mim que ele estava e não pude conter a fala já ensaiada, saiu da minha boca como um inseto e nunca mais voltou. Eu perdi meu tempo combatendo. Enormes coturnos sujos de areia, terra, barro, lama; e nem sabemos o porquê. Guerras e brincadeiras, não posso diferir. E se difere? Isso se difere? Eu vejo um mundo desmoronando e estou nele, perdi meu tempo em uma esfera (não perfeita) composta de muita coisa e só via água. Só água. Eu preciso de um copo de água, obrigada por perguntar.
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Quem? Eu?
- Marina
- Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.
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