Você é como um copo quebrado que caiu no chão e se partiu em pedacinhos. Pedacinhos tão pequenos e reconstituiveis. Aquele copo feio, de estampa assustadora, que eu tinha na cozinha e só usava em último caso, o único copo que restou da coleção terrível de 1994, coleção que eu comprei em liquidação: você. Você é como um boomerangue que não volta, uma chamada perdida de alguém muuuuito chato, um bússula que não aponta pro norte, uma constelação sem nenhuma forma, um shampoo anti fizz que não ajuda em nada, você é a percepção terrível de algo sem nenhuma importância. Você é tudo aquilo que já não satisfaz ninguém há muito tempo, deixa a desejar, faz besteiras e joga na cara cada errinho bobo comum de todos os seres humanos. Você é nada, e nem sei porque ainda perco meu tempo escrevendo sobre uma inutilidade tão grande. Quebrar sua perna seria tão bom.
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