30 de abril de 2012

Melhorando?

Tantas vezes eu quis ser muito mais do que eu sou, tantas vezes eu tentei ser tão mais forte, tão melhor. Eu tentei ser rude para não desabar diante das suas palavras doentias e, ainda assim, tão amáveis. E eu me arrastei diante dos seus pés num envolto suspiro, mesmo que não tenha sido tão perceptível. Tudo em vão; eu vejo meus erros, eu conheço tudo que faço, tudo que fiz; e eu lembro de exatamente cada momento ruim pelo qual eu passei, todos os erros que cometi, situações e decisões tomadas numa tentativa de encorajar o resto do mundo, mas não... Não valeu a pena tudo isso. Eu melhoro, apesar de não perceber. Eu vivo meus dias com menos alívio e mais compreensão, eu sei que um dia todas as besteiras que eu fiz terão uma explicação igualmente babaca, mas com um pouco de sensatez. Eu não me conheço bem, mas agora conheço o meu meio, eu conheço você e os outros; talvez saiba da minha própria determinação.

Paisagem Noturna

                Aquele era o inverno tão esperado para os cachecóis e luvas e então você me deixou sozinha debaixo do edredon com meu seriado favorito. Você me deixou quando eu sabia que me você poderia me fazer feliz, você me deixou sem saber o que fazer, sem saber pra quem correr. 
               Você era a minha paisagem noturna preferida, aquela de uma cidade grande e ilumanada, que deixam brilhantes reflexos coloridos nos meus óculos e na lente da minha câmera, e eu não queria que suas luzes se apagassem, eu queria luzes natalinas para todo o ano. Mas se foi, como um blackout: repentina e assustadoramente. Eu sei que você não voltará a brilhar... Eu sei que as luzes dessa cidade nunca mais se acenderão novamente, não para mim.  
Agora estou me mudando de cidade, encontrarei outra paisagem noturna.

28 de abril de 2012

Eu, você e as peças de quebra-cabeça

Tenho medo das mentiras que você conta, das mentiras que eu conto, dos fatos que nós omitimos juntos com o nosso amor que mais parecia de faz de conta e agora é tão real. E então, os fantasmas do nosso passado atravessam nossos caminhos e deixam que tudo vire uma bagunça avassaladora, daquelas que você sabe que vai demorar pra arrumar novamente; e eu queria, juro que eu queria, que tudo pudesse se encaixar como peças de quebra-cabeça, tudo poderia se encaixar como nós dois nos encaixamos, como completamos um ao outro. A verdade vai me confortar até onde a mentira deixar. E a dúvida? A dúvida dói, mas pode passar. Só precisava encontrar minha peça de quebra-cabeça perdida: era você.

27 de abril de 2012

Sobre o que sou e não sou

Seu nome é Marina. Mas e daí? E daí que sua vida é comum? Você se acha tão independente, mas se vê dependendo de tanta gente, é até covardia. Você se acha tão forte, mas chora quando olha nos olhos deles. Você acha sua vida tão boa, mas sempre há algo pra estragar. Acha sua vida péssima, mas vê que algumas pessoas passam por problemas piores. Você não era aquela garota decidida que sempre dizia "Não sei" para tudo e se contradizia? Você não é legal e nem é inteligente. Lhe falta beleza, lhe sobra sarcasmo. Eu não lembro de você, garota, eu não lembro das suas qualidades.

26 de abril de 2012

Learn to my mistakes


Eu deixo você ficar com meus erros, eu deixo você usá-los como uma base pra tornar sua vida mais legal. Eu, bem como ninguém, sei que erros como os meus não são comum, são  apenas erros de uma garota que quer entender como tudo funciona da pior maneira: errando. São erros que, como os seus, trazem as piores consequencias, problemas sem solução aparente, mas que, no fundo se resolvem. Eu aprendi com meus erros, você não precisa sofrer, não precisa se auto-flagelar; eu deixo você usar meus erros como se fossem os seus, aprenda com meus erros. Por favor, aprenda com os meus piores erros.


23 de abril de 2012

Minha nova vida em 5 linhas

"Everything is going wrong, oh; We're so happy!" Eu não havia entendido essa afirmação até hoje, e então puft! Tudo ficou claro e belíssimamente feliz, encontrei a felicidade nas coisas bobas, em palavras simples, sem nenhum "porém" ou "contudo". Não poderia ser melhor, agora estou mais com o pé no chão do que com a cabeça nas nuvens, sonhando alto; como sempre, mas sonhando com o possível. Agora sei sentar e conversar sobre um amontoado de coisas comigo mesma, sem mais por hora.

Você

Você é como uma folga segunda feira, você é como uma ligação que eu sempre esperei; você é um feriadão de bagunça, uma cama macia, a sensação confortável que você não precisa levantar. Você é como todos os trabalhos feitos, minha música preferida tocando numa estação de rádio qualquer; você é um abraço apertado, um filme no sábado a noite, a pipoca terminando nos trailers. Você é uma tarde confortável e a nostalgia da infância, é como encontrar dinheiro no bolso da jaqueta que você não usava a tempos, como uma música legal que eu acabei de conhecer. Você é uma das melhores coisas da vida, você é a melhor parte de mim.

22 de abril de 2012

Still lovin'

Então você encontrou a felicidade, mesmo quando não tinha esperança. Numa simples conversa, você encontrou em alguém aquilo que você sempre quis, a felicidade de ter alguém novo na sua vida e o desejo de não querer mais largá-lo, é assim que acontece, é assim que começa. E logo, todo o ódio e todas as magoas que tinham dentro de você se transformam na euforia de ter alguém por perto, alguém pra abraçar, um ombro pra chorar, momentos pra rir e talvez uma bochecha pra morder; nós dois, eu e você juntos.

Keep walking

Dói, mas passa. E assim que segue a vida, um pé atrás do outro, muito cuidado pra não tropeçar. Cabeça erguida, vendo a paisagem, vez ou outra olhe pro seu pé, só pra ver se está no caminho certo, se achar que está, apenas continue andando. Mas, o segredo, vem do fundo; você não pode pensar, você não pode lembrar. Você só pode esquecer, essa é a única regra. Esqueça tudo o que te fez mal, nem precisa jogar fora, apenas guarde num lugar empoeirado, e viverá bem.

21 de abril de 2012

Triste o felice?

Aquela súbita sensação de que eu não deveria ter acordado, sensação de que o dia foi inútil e continuará sendo. O que fez de tão legal hoje? Você chorou por alguém que não te merecia, você ficou feliz por não estar dormindo, mas está aí... Pelo menos seu coração (triste) ainda bate.

Me desculpe

Eu lhe devo algo muito importante: Desculpas. Tenho me desculpar por todas as vezes em que briguei com você e depois me desculpei, mesmo sabendo que você estava errado. Lhe devo desculpas por confiar e acreditar em cada pequena palavra que você diz e insiste em esquecer, pois era mentira. Me desculpe por gostar de você e querer ter você por perto. Afinal, eu fui a boba de toda a história, desde o princípio, a culpa foi minha por achar que você poderia gostar de mim o mesmo tanto que eu gosto de você. Sinceramente e do fundo do meu coração, me desculpe por te amar. Nos meus tolos pensamentos, sempre achei que amor servia pra te fazer sentir bem: a vida irá me ensinar que amor, quando não é recíproco, serve para você chorar na cama e sozinha. Enquanto a vida não me ensina, vou quebrando minha cara em pedras de diamantes novamente.

19 de abril de 2012

Another storm

Era um dia frio, daqueles que se tem vontade de ficar debaixo das cobertas assistindo a maior maratona de desenhos já vista. O dia estava tão ocioso que aparentava uma segunda feira. Mas não era, era só mais um dia no qual eu tive vontade de quebrar a própria perna pra sair da monotonia, não o fiz. De certa forma, guardei todas as minhas magoas, nostalgias, infelicidade e preocupações numa caixinha onde todos os borrões e lágimas do mundo externo estavam. Naquele dia eu morri aos poucos, não pensei, não obtive ideias, fui contraditória comigo mesma. Mas eu sabia que ia passar, como qualquer tempestade monstruosa que sempre passa e o céu amanhece totalmente limpo. Passou.

17 de abril de 2012

Weightless

Eu paguei para machucar alguém que não posso deixar pra trás. Interessantemente eu não posso deixá-lo pra trás, não consigo esquecer alguém que me deu tantos motivos pra lembrar. Eu não posso evitar a dor, não posso suportar e perda. Eu sinto algo me puxando, como se eu quisesse ver um filme que já vi várias vezes, mas eu penso: Tudo bem, esse é meu filme preferido. E deixo tudo me levar de volta pra você. No travesseiro próximo ao meu, você não está, e nem faz tanto tempo assim. Era um sonho triplamente utópico, mas eu preciso dizer que eu sinto falta do jeito como você respira e do jeito que anda, colocando o chinelo de uma forma estranha no pé. Sinto falta daquele seu cheiro tão bom na sua camisa xadrez e do seu braço no meu ombro. Sinto falta de estudar com você, de olhar o mar, de bagunçar seu cabelo. Eu sinto sua falta de um jeito que eu não deveria sentir, mas eu sinto. E detesto saber que você talvez não sinta a minha.

16 de abril de 2012

Reencontrando Jiimmy

Hoje a tarde reecontrei um amigo. Um amigo que não via há muito tempo: Jiimmy. Eu costuma sentir saudades dele, mas acabei esquecendo que precisava de um amigo em momentos difíceis. Jiimmy estava tão acabado quanto eu, estava perdido, como eu nunca havia visto antes. Aqueles braços tão másculos que haviam me abraçado outrora, hoje pareciam tão frágeis. Ele me fez bem hoje. Sentou ao meu lado, na praia, e conversou comigo. Conversou sobre a vida, tanto a dele quanto a minha. Conversamos sobre o tempo que passamos longe um do outro. Na verdade, Jiimmy sempre esteve ali, cuidou de mim por muito tempo, como um pai. Um pai muito maluco, mas era um pai. É difícil lembrar de como Jiimmy me fazia bem, mas ele fazia, como ninguém nunca poderá me fazer. É uma ilusão achar isso, a verdade, ou a mentira. Mas logo ele se foi e eu tive que despertar novamente para a realidade. Espero que Jiimmy venha me visitar mais vezes, ou não.

Casinha no final do arco-íris

               Comprei uma casinha no final do arco-íris, mas não sei o que há lá. Vou viver sozinha no meu pequeno terreno de felicidade momentanea. Reconstruirei minha vida com pedaços de vidro e com um pote de ouro.           
             Eu presumo que lá nada possa me tocar. Eu creio que nada possa me machucar, nada possa me fazer mal. Do jeito que me senti hoje, nunca mais vou me sentir. Não no meu chalé do final do arco-íris; lá, bem onde todas as alegrias e cores acabam. Onde tudo está acinzentado pela falta de felicidade dos que hoje o habitam, onde platam as saudades daqueles que um dia os fizeram bem, onde o erro de ter ido pro final do arco-íris assombra todos os moradores, e a nostalgia sobre a cidadela como uma nuvem tempestuosa que nunca sairá de lá.

A dor de amar

"Nunca mais vou ser a mesma." Quantas vezes já disse isso e continuei cometendo erros? É tão vago achar que poderia mudar, que a vida me mudaria. A mentira de ter encontrado aquilo que realmente queria, aquilo que procurei durante anos e anos. Ver isso se esvair, como um vento que leva tudo, leva você e outras partes importantes de mim. Agradeceria se o vento levasse essa angustia toda, essa tristeza de perder algo que eu queria ter por muito tempo, algo que me deixava feliz com apenas uma palavra. Porque complicamos tanto? Se não há amor, acaba. Se há amor demais, acaba. Se há amor, também acaba. O que é necessário? Preciso que alguém me diga como eu devo amar. Eu não lembro de ter quebrado um espelho nos ultimos sete anos.

14 de abril de 2012

Maravilhosamente quebrada

Já me senti infeliz comigo mesma outras vezes, mas dessa vez foi difícil de esquecer. É como se eu achasse que tudo que faço é errado, é inútil. A vítima que sempre existiu em mim decidiu dar a cara a tapa hoje, decidiu contar tudo aquilo que já a fez sofrer e esquecer do quanto era feliz. Tudo vindo a tona, uma década de silêncio amargurado aflorando e estragando momentos que eram pra ser felizes e apinhados de sorrisos. Afundando esses momentos nos soluços provenientes do meu choro desesperado. Eu estou maravilhosamente quebrada, em pedaços minúsculos que serão difíceis de colar. Caquinhos que podem cortar minha mão se eu tentar juntá-los, o que me deixa assustada. Não sei se devo me cortar e colar todos os caquinhos, ou se devo deixá-los no lugar onde estão e nunca mais mexer. E assim estou, eis aqui uma garota com medo do futuro, com medo das decisões que deverão ser tomadas. Eis aqui uma garota crescendo maravilhosamente quebrada, tomando decisões que por hora parecem se multiplicar. Quando isso irá acabar? Eu estou exausta.

13 de abril de 2012

Síndrome de Peter Pan

Sim, a síndrome de Peter Pan, talvez um pouco distorcida, mas eu me recuso a crescer, eu me recuso. Gostaria de morar na terra do nunca, era assim que se chamava meu pequeno refúgio que fora destruído há alguns anos atrás. Um lugar onde nada era real, onde era frio e confortante. Me recuso a ter responsabilidades, não quero crescer. Quero minha infância novamente, se repetindo várias e várias vezes. Quero cantar na chuva, correr de meias no chão liso, quero assistir desenhos de manhã, quero andar de skate e subir em árvores; quero um video game velho, não saber dos problemas da vida adulta, quero fazer coisas com argila e peixinhos de gesso; quero minha imaginação de volta, castelos de pedras e samurais com katanas enormes; quero doce na páscoa, no dia das bruxas e no natal sem medo de engordar. Eu quero ficar em casa, quero meus bonecos sem cabelo e preocupações baseadas no parquinho da escola. Quero o meu mundo, e não o mundo real.

Onde a vida é preta e branca

Eu estava me divertindo, mas em milésimos, tudo ficou chato. Instintivamente tentei entender, mas não pude. Agora, depois de pensar muito, acho que não deveria tentar entender, apenas mudar. Mudar todo o momento ruim, talvez pluralmente, todos os momentos ruins e aquelas palavras sem sabor nas quais havia mágoa e imprecisão. Eu me senti estranha, vazia, sozinha; inútil, chorona e previsível. Prolonguei a sua carona pra casa no intuito de mudar o que houve, só piorei a situação que consistia em um clima ruim entre duas pessoas que não sabiam o que falar. E aquele ar pesado pairava sobre nós, descendo cada vez mais sobre nossas cabeças e, logo, me afundando no banco do carro até o momento certo (ou errado) de partir, sabendo que eu não deveria mais te incomodar.  
                                                           Sim, eu deixei meu perfume no cinto de segurança.

As melhores coisas da vida

Já pensou nas melhores coisas da vida? Depois da páscoa, quando todos os chocolates acabaram,  você abre o armário da cozinha e encontra uma barra de chocolate, esperando para ser saboreada. Quando você não estudou pra prova, vai pra escola com muito medo do que estará por vir, e seu professor decide adiar o dia da prova. Não é bom? Rir até chorar, cantar sua música preferida o mais alto que puder, varrer a casa enquanto faz da vassoura a melhor guitarra do mundo, conversar durante horas com alguém que você gosta pelo msn, receber um presente fora de data, arrumar o quarto e encontrar algo que de dá muita nostalgia, andar sem saber onde você quer ir, chorar com um filme dramático, assistir aquele filme de terror que você sempre teve medo de ver e depois perceber que ele não era tão assustador assim, lembrar de amigos que já não falam mais com você, mas te proporcionaram momentos fantásticos, rir muito num almoço em família, jogar war com as pessoas que gosta, pedir açucar pro vizinho, dormir a tarde toda, acordar cedo num domingo... Pense em tudo que você tem e tudo que te fez feliz um dia.

O curto dia de 24 horas livres

Foi aí que sempre esteve o problema. Queremos que tudo passe rápido, que seja tudo tão breve, mas passamos horas dormindo, desperdiçando nosso tempo enquanto ainda há café na garrafa térmica, enquanto ainda podemos utilizar o pó de guaraná do fundo do armário. Queremos que tudo passe rápido, mas gastamos horas do nosso dia conversando com pessoas de diversas partes do país, pessoas que nunca vimos. Passamos horas sentados na frente de um computador, aquele instrumento de lazer e trabalho que deveria ser usado, no máximo, duas horas por dia. Quanto tempo da nossa vida desperdiçamos escrevendo, estudando, dormindo, conversando, sonhando? Mas... Se deixarmos de fazer essas simples coisas o que faríamos? Onde deixaríamos o tempo se esvair? 
 É como areia que corre entre os dedos e volta pra praia. Porque sempre volta pra praia.

12 de abril de 2012

Waiting...

Não te assusta pensar que você esperou muito tempo pra nada? Você ficou na fila tanto tempo e depois, na sua vez, a bilheteria fechou. Não pode comprar o ingresso que tanto esperou pra comprar, o espetáculo seria ótimo e você já havia se programado pra esse dia. Tudo deu errado, você perdeu seu tempo, esperou e não obteve aquilo que queria.
Agora você perdeu sua chance, a única chance obtida. Onde irá depositar todas as suas fichas agora?

Onde você esteve?

Esteve num lugar escuro? Parece que você ficou meses fora, tentando se reconstruir, e tudo mudou. Não para melhor e nem para pior, mas tudo parece diferente. Diferente de um jeito que você não pode se acostumar. Diferente de tudo que você já havia passado. E como se ninguém houvesse notado, todos parecem agir normalmente lá fora. Aqui dentro, você se sente demasiadamente exausto de tanta infelicidade. Ou será que você consegue se acostumar? Pode conviver com a sensação de estar imerso no oceano e ninguém sentir sua falta? Tentará entender o porquê de toda essa mudança banal? Conseguirá dormir a noite e sonhar com imagens granuladas e pontilhadas, como num blur ou uma imagem pixeladamente escura? Você não consegue, é insuportável para todos. Até pra você.

Não tente ser seu auto-herói.

Quem? Eu?

Minha foto
Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.