13 de março de 2013

Arroz e Flores

Um velho amigo me disse que só são necessárias duas coisas pra viver: Arroz e flores. Arroz para manter-se vivo e flores para ter algo pelo o que viver, uma razão. É claro que a frase era totalmente metafórica, mas mesmo sendo metafórica, nunca a levei como ensinamento, parei pra refletir, nunca, sequer, dei a mínima importância.
 Não fazia nenhum sentido até setembro de 2012, metáforas idiotas e músicas do Bon Jovi. E, de repente, num baque tão forte que meus peitos saíram pelas costas, eu percebo que toda música bonitinha me lembra você, Bon Jovi não é mais tão chato e todas as metáforas sobre o amor (ah, o amor!) fazem sentido até quando contadas de forma invertida. Pequenas frases bobas ditas aleatoriamente em filmes de romance e detalhes do osso do ofício diário que partilhamos... Antes tão imbecis e agora tão natural. Eu me pergunto se isso pode durar a vida toda, por alguns anos incontáveis e intermináveis de um quase-para-sempre.
Mais do que claramente, você é meu arroz. Você é todas as flores.

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Quem? Eu?

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Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.