16 de março de 2013

Fugindo da dor da solidão

Eu penso tanto em desistir de você, mas sei que tudo vai permanecer igual. Eu penso tanto em te falar que você deixou bagunça quando foi embora, mas sei que você nem irá arrumar a lâmpada do abajur que ficou quebrada. E já lhe aviso antecipadamente: roubaram meu orgulho, roubaram minha urgência, roubaram até a minha vontade. Desse dia regado pela lei de Murphy o que me resta é a memória dos bons dias que nós passamos juntos testando pilhas velhas na câmera de fotografia e caramelando ideias em mentes vazias. Acho que levaram até minha identidade e meu coração, mas eu nem me importaria se isso fosse mesmo uma lobotomia. É desse jeito que você se vai e deixa desordem no alto da minha mente fraca e iludida, nem penso mais sobre eu mesmo e não me reconheço mais. Onde você vai chegar andando rápido desse jeito na direção contrária a minha carregando uma adaga dentro de um lindo tecido de veludo vermelho? Eu nem sei mais se você vai se esconder. 

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Quem? Eu?

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Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.