3 de fevereiro de 2013

Desconexo

É assim que o mundo acaba. Não com uma explosão, mas sim como um suspiro. Pronfundo e preocupado, nada aliviado. Consegue entender? A maioria das pessoas não podem tocar suas mãos porquê você não parece estar viva, as que conseguem tocar sua pele acham fria demais pra que isso possa provar a sua existência. Consegue sentir? Não há conexão entre você e este mundo real de faz-de-conta e brincadeiras com as quais eu não te aconselho mexer. Sua cor é um mesclado de azul com preto e, na prenumbra, não posso diferenciar tais cores. Não camuflado, apenas visívelmente colorida. Cores sóbrias e inexistentes, como a mente que você diz ser sua, como o corpo que você supostamente herdou de alguém cujo rosto não me lembro. Há uma falha no ecossistema desse planeta. As cores estão mudando, as formas geométricas estão trocadas, e eu estou me desintegrando como num cartoon qualquer no qual o protagonista transforma o vilão em poeira levada pelo vento.


E eu ainda me pergunto, todos os dias de manhã, o motivo dessa lembrança.

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Quem? Eu?

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Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.