25 de fevereiro de 2013

Continuo bebendo saudades

Já perdi a conta de quantas doses de saudade eu bebi por você. E estou bebendo novamente saudade com duas pedras de gelo, saudade com azeitona e até saudade quente estou bebendo pra tentar te esquecer. A cereja do martini da saudade já comi há tempos e ainda assim há várias saudades pra beber. E o dia-a-dia de um ninguém vai se transformando na rotina de "sinto sua falta", qualquer palavra bonitinha serve de motivo pra guardar e os bons momentos que se foram podem me fazer mais feliz que qualquer presente incerto e não vale a pena esquecer. Debaixo da chuva vou bebendo saudade, saudade que antes não havia pra beber - no passado ensolarado - , saudade que amanhã não vou querer saber - num arco-íris futuro -. Saudade que não cabe onde quer que eu esconda, em caixinhas de presente, em garrafas de cerveja ou sacolas grandes de lixo. Saudade que dói antes de adormecer e esfarela no travesseiro. Saudade que espera mais saudade acumular, e vai acumulando saudades, abraços, carinhos, planos e beijos pra que matar a saudade seja tão bom quanto você é. 

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Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.