14 de setembro de 2012

Onde as coisas mudam

Bom dia, senhor! Onde estão aquelas luvas aveludadas e vermelhas que tanto lhes fizeram bem? Onde estão aqueles caixotes velhos de madeira que transformavam sua casa colorida num mar nebuloso e granulado marrom-envelhecido de fotografias vintage quase-casa-na-árvore? Eu sou um nada que cresce no deserto como um cacto que permanece intacto por anos mesmo sem água. Eu sou seu brilho ao ver o algodão doce que fora exposto em frente ao seu rosto com cheirinho de açucar e clima de inverno. Eu sou seu ferimento que sempre sangra, nunca estanca, independe de dor. Eu sou o chapéu que voa com o vento infeliz que vem do sul e cruza ruas procurando alguém que o segure. Bom dia, senhor! Dê-me sua mão e voe comigo pr'aquele lugar onde as pessoas podem ser qualquer coisa com cheirinho de morango-artificial.

11 de setembro de 2012

Hard to say goodbye

As coisas não são sempre como esperamos, às vezes temos que nos adequar com tristes finais, mesmo sabendo que não é um fim.  É uma brincadeira onde muitos podem perder um tempinho, no bom sentido, madrugar jogando, mas muitos levarão como um ensinamento para toda a vida, afinal, todos os jogos e brincadeiras lhe ensinam algo, basta você saber peneirar aqueles que realmente valem a pena seguir. Isso me faz recordar de algo que me disseram a muito tempo:
 "Se apaixonar por alguém é um risco, e você sempre irá sofrer. Você só precisa diferir por quem vale a pena sofrer."
E  não é que ele estava certo? Saber se vale a pena sofrer ou não é uma resposta que virá com o tempo, mas eu sei que foi difícil dizer "tchau" e que, apesar de tentar parecer forte, eu me sinto absurdamente fraca nessa brincadeira de faz-de-conta que parece muito real. Não, não é uma utopia... Longe disso! Mas foi bom, foi bom ser difícil de dizer "até mais".

Quem? Eu?

Minha foto
Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.