13 de agosto de 2012

Eu perdi meu tempo

Eu perdi meu tempo. Eu perdi meu tempo ocioso e obrigada. São belas as palavras de um louco com moloko e nem sabemos o que escrever. Eu perdi meu tempo de infância jogando Alex Kidd, mas nunca pude ser tão boa quanto gostaria. Deveriamos ter visto o filme do Dumbo num junkebox quebrado e irreparável. Eu perdi meu tempo onde ninguém jamais poderia perder. Eu vi paredes derretendo de tão próximo de mim que ele estava e não pude conter a fala já ensaiada, saiu da minha boca como um inseto e nunca mais voltou. Eu perdi meu tempo combatendo. Enormes coturnos sujos de areia, terra, barro, lama; e nem sabemos o porquê. Guerras e brincadeiras, não posso diferir. E se difere? Isso se difere? Eu vejo um mundo desmoronando e estou nele, perdi meu tempo em uma esfera (não perfeita) composta de muita coisa e só via água. Só água. Eu preciso de um copo de água, obrigada por perguntar.

Life is a test

Talvez seja melhor assim, saudades seja um remédio pra ilusão duradoura de que tudo é bom e que as pessoas que você gosta estarão perto. Talvez próximo, mas não tão perto, tão perto que você derreta, tão perto que você possa abraçá-las sempre. Às vezes é preciso escolher os passos que você deve seguir, um ônibus que anda sozinho mas não chega a lugar nenhum não pode ser algo bom. Embora as coisas sejam difíceis, é necessário aguentar e suportar aquelas dores musculares que aquele maldito tombo te proporcionou. É fácil simplesmente tomar coragem e iniciar, mas eu gostaria de achar minha coragem pra seguir em frente. É tão difícil... É tão complicado. Onde você está senão numa caixinha de primeiros socorros com uma cruz vermelha pintada com meu sangue? Dói não saber encontrar, dói não procurar, dói achar... Achar que tudo seria bom. Talvez, talvez seja. Talvez as coisas melhorem aos poucos e tudo que você queira é me testar, me deixar mal por alguns segundos (que parecem um momento interminável, uma eternidade de milhões e infinitos anos contados por estrelas borradas, nebulosas e granuladas). É um teste que eu vou passar. Afinal, eu sempre fui uma boa aluna.

[Essa postagem é do dia 23.12.12, mas eu acabei postando ela em cima de uma antiga postagem dessa data que foi editada]
~

Lá, bem lá.

Onde você esteve quando eu te procurei no meio da multidão com aquela cara de quem não se interessava? Lá, bem lá, você sabia que eu me interessava, que você me interessava, que tínhamos um interesse mútuo que crescia mais e mais e, sem motivo aparente, confrontamos nossas personalidades e morremos, um "nós" morreu diante dos meus olhos e eu não pude nem lhe dizer o quanto sentia que deveríamos ficar juntos até o fim. Eu não precisava dizer, você sabia o quanto eu precisava de você. Você sabia o quão dependente da sua droga eu tinha me tornado e sabia que seria difícil largar um vício assim. "Addicted por você" e nada significou, não mais do que um bolinho de chocolate preso no estômago, não mais do que um carro sem andar. Você era tão imprevisível, tão incrivel, tão amável, tão... meu. Não mais. Hoje não mais. 

Vamos brincar de ser Deus?

Você se tornou alguém distante, e eu nem te conheço mais. Passar o dia pensando em como seria conversar novamente com você, como seria ouvir sua voz sussurrando baixinho no meu ouvido e saber que isso não acontecerá mais já é uma rotina que me faz querer morrer, você me faz querer morrer. Queria voltar no tempo e ter aproveitado mais aquele dia em que deitamos e conversamos... Conversamos tanto, nossos devaneios, nossas ideias. O que devo fazer pra voltar atrás? Eu cansei de brincar de ser Deus e escolho não ter o poder de escolher.

Quem? Eu?

Minha foto
Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.