26 de junho de 2013

Sem título, tá tarde

Exceto pelas vezes que durmo ouvindo sua voz, todos os dias deito a cabeça no meu travesseiro e olho para o teto em busca de rachaduras, são nelas que eu encontro escrito o meu futuro. Elas me dizem onde estarei daqui a cinco anos e me dizem que vale a pena esperar. São elas que, no silêncio das manhãs frias, me dizem "vai com calma e aproveita que isso vai melhorar". É nelas que eu encontro consolo pra cada pequena coisa que possa a vir me irritar e, por mais úteis que tais rachaduras possam ser, é você que me acalma (mas só quando quer), é você o capaz por deixar meu dia mais colorido e é você o motivo que toda e qualquer confusão diária da minha vida. 
Infelizmente, tenho que colocar essa culpa em você e fazer pesar, porque pesa em mim também e é extremamente pesado pra se carregar sozinha, não só pra mim, mas pra qualquer outra pessoa. E aí, te escolhi. Escolhi alguém pra me ajudar a carregar o peso da minha vida e, num instinto materno, ajudei a carregar o peso da sua também. E sou grata. Grata a cada dia que você me fez sorrir e grata por você ter me ajudado a descobrir maravilhosas rachaduras no meu teto e maravilhosos consertos no meu futuro. A parte boa e a parte ruim, os melhores e piores momentos são apenas uma reação em cadeia do que eu, há nove meses atrás, escolhi pra minha vida. 

11 de junho de 2013

Life



Ah, a vida! Aquela que você cultivou com tanto carinho durantes anos quase que inacabáveis da sua felicidade.A vida não é nada mais que a explosão ocasional de risos sobre uma interminável lamento de dor, explosão de risos que faz-lhe doer a barriga, que faz-lhe cair no chão e rir descontroladamente como se ninguém estivesse te observando. É esta uma linha tênue entre o amor e o destino, aquilo que passa antes de você perceber que tudo estava predestinado, predestino a apreenssão terrível e duradoura do medo de perder aquilo tudo que você já amou. A vida... vida aquela que dói quando passa, quando começa e quando acaba, uma dor interminável e insuportável, uma tatuagem chamada descuido na pele da tua organização. 
Vida! Uma infame derrota da morte, um descaso qualquer que lhe rodear-se de questões petulantes e bajuladoras... Um anti-herói chamado sarcamo, um anti-herói grande e musculoso com roupas de inverno de cor escura e uma voz agressiva e ironica que te derrota facilmente. A dor da derrota, isso é vida. 

Life is a hideous grin in the midst of a forced march to hell. 


Quem? Eu?

Minha foto
Catarinense e carioca ao mesmo tempo. Apaixonada por cinema. Apaixonada por música. Apaixonada por cheiro de livros, novos e velhos. Professora de produção textual por amor, bibliotecária por profissão, ex-estudante de História, estudante de fonoaudiologia (simplesmente porque gosto dos cadáveres) e sem noção nenhuma sobre a vida.